quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

RECEITA SUCO ENERGÉTICO/Profª Linda Susan

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

BENEFÍCIOS DO COCO

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

14 de Novembro, DIA MUNDIAL DO DIABETES

14 de Novembro, DIA MUNDIAL DO DIABETES




A terapia nutricional é fundamental no tratamento do Diabetes. A nutrição adequada é determinante na prevenção primária e secundária no processo saúde/doença do diabético. Segundo Barbosa (2009), a prevenção secundária no Diabetes está ligada aos alimentos e aos seus produtos de glicaçãoe a associação entre o conteúdo alimentar de AGEs e o desenvolvimento das complicações do diabetes.

Produtos de glicação.

 A hiperglicemia é o fator primário desencadeador dessas complicações micro e macrovasculares, sendo a formação endógena dos produtos de glicação avançada, também chamados(AGEs) - advanced glycation end-products, um dos principais mecanismos responsáveis pelos danos celulares e teciduais observados no DM.

 Estudos de biodisponibilidade realizados em humanos, porém,possibilitaram considerar a dieta como a principal fonte exógena de AGEs potencialmente prejudiciais à saúde, sendo a formação destes produtos nos alimentos afetada pela composição em nutrientes, temperatura e pelo método de
cocção.

 Os produtos de glicação avançada constituem uma grande variedade de moléculas formadas a partir de interações aminocarbonilo, de natureza não enzimática, entre açúcares redutores ou lipídeos oxidados e proteínas, aminofosfolipídeos ou ácidos nucléicos.

 A carboximetilisina (CML),a pirralina e a pentosidina são exemplos de AGEs bem caracterizados e amplamente estudados.

 Os efeitos patológicos dos AGEs estão relacionados à capacidade destes compostos de modificar as propriedades químicas e funcionais das mais diversas estruturas biológicas. A partir da geração de radicais livres, da formação de ligações cruzadas com proteínas ou de interações com receptores
celulares, os AGEs promovem, respectivamente, estresse oxidativo, alterações relacionadas a estes compostos, além do diabetes,tais como a aterosclerose, a artrite, a osteoporose e o mal de Alzheimer.

 Na presença de hiperglicemia,as reações de glicação ocorrem mais rápida e intensivamente, comprometendo, inclusive, o metabolismo de moléculas de meia-vida curta, como proteínas e lipídios plasmáticos.

 Os AGEs também podem ser introduzidos no organismo pela dieta, possivelmente em quantidades que excedem a formação endógena esta taxa de formação de AGEs pode exceder a capacidade do organismo em degradá-los e, ao longo do tempo, mesmo modestas hiperglicemias podem resultar em significativo acúmulo de AGEs, especialmente em macromoléculas de meia-vida longa, como o colágeno. Isto pode ser bem ilustrado pela progressiva modificação pós-translacional das lentes do cristalino causada por AGEs, levando à formação de catarata, durante o processo de envelhecimento ou, de maneira acelerada, no próprio diabetes alimentação como fonte de AGEs.

 A excreção urinária de AGEs é claramente influenciada pela dieta. Mais de 90% da frutosilisina,furosina e pirralina presentes na urina, por exemplo, são de origem dietética.

 Diversos fatores afetam a formação de AGEs no alimento, sendo a composição em nutrientes e o processamento (método, duração e temperatura) os principais determinantes do seu conteúdo em AGEs9,10. O tempo e a temperatura de cozimento podem aumentar em até cinco vezes o conteúdo
de AGEs no alimento, expresso em carboximetilisina.

 A composição em nutrientes influencia de maneira evidente os valores dessas glicotoxinas nos alimentos. Observa-se que aqueles ricos em lipídios, como a manteiga, a margarina e o queijo parmesão, apresentam as maiores concentrações de AGEs.Verifica-se, ainda, que o grupo dos alimentos protéicos, como carnes e queijos, apresenta proporcionalmente mais AGEs que os
grupos dos alimentos mais abundantes em carboidratos, como cereais, leguminosas e algumas bebidas, o que sugere uma influência importante das reações de oxidação lipídica para a formação de AGEs nos alimentos.

 Nos grupos dos alimentos ricos em carboidratos, por sua vez, evidencia-se o fato de que alguns produtos industrializados, como cereais matinais, biscoitos e batatas do tipo chips ou fast food apresentam os maiores conteúdos em AGEs.

 No grupo das bebidas, os sucos naturais e o leite desnatado apresentam proporcionalmente mais baixo teor de AGEs, em contraposição aos altos valores encontrados na fórmula láctea infantil.

 Deve-se considerar que diversas técnicas de processamento empregadas pela indústria podem promover a formação de AGEs nos alimentos,especialmente quando relacionadas à desidratação e ao aquecimento a altas temperaturas. Métodos de preparo que utilizam temperaturas superiores a 170°C, como fritar, assar e grelhar, potencializam a formação de AGEs, enquanto a cocção dos alimentos sob temperaturas mais brandas, em torno de 100°C, por períodos curtos de tempo e em presença de umidade, como o cozimento em água ou em vapor,contribui para o menor conteúdo dietético em AGEs.
 Verifica-se, no entanto, em todos os grupos,que a temperatura e o método de cocção foram mais críticos para a geração de AGEs que o tempo empregado no processamento. Isto é evidente,por exemplo, nos valores mais altos de AGEs das amostras de peito de frango frito por 8 minutos (73.896 U/g), quando comparadas com amostras cozidas por 1 hora (11.236 U/g).

 Estudos clínicos em humanos comprovaram uma associação positiva entre o consumo de alimentos fritos, assados ou grelhados e as concentrações séricas de AGEs, de marcadores inflamatórios e de AGE-LDL.
 Compostos que apresentam propriedades de antiglicação e/ou antioxidantes nos alimentos, os quais podem oferecer potencial terapêutico para os portadores de diabetes ou de outras doenças associadas ao acúmulo degenerativo de AGEs.

 Algumas substâncias pesquisadas apresentam efeitos anti-AGE importantes e merecem investigações adicionais, tais como piridoxamina16,45, alilcisteína (componente do extrato
de alho)46, compostos fenólicos47-53, vitaminas C e E47, tiamina54, taurina55 e carnosina.

 Paradoxo da carnosina: este é um peptídeo a que se atribui um potencial efeito de antiglicação encontrado nas carnes que, por sua vez, pelas características de seu preparo,podem consistir em uma das principais fontes de AGEs na alimentação. O conteúdo em carnosina, inclusive, decresce
com o tratamento térmico.De qualquer modo, seja para reduzir a formação de AGEs, seja para preservar o conteúdo em carnosina, o cozimento a temperaturas mais brandas continua sendo a recomendação mais apropriada.

 Estudos intervencionais em humanos têm demonstrado uma importante associação entre o conteúdo alimentar de AGEs e o desenvolvimento das complicações do diabetes.

 Verificou-se, por exemplo, que o mais baixo consumo de AGEs, determinado não por diferença de composição da dieta, mas pela variação do tempo e temperatura de preparo dos alimentos, promoveu a redução dos níveis circulantes de AGEs, dos níveis séricos de mediadores inflamatórios11e de LDL glicada ou oxidada43, em pacientes diabéticos, e dos níveis circulantes de AGEs, em portadores de insuficiência renal42.

 Estima-se que em uma refeição ocidental convencional (rica em proteína e em gordura, preparada sob altas temperaturas) haja entre 12 e 22 milhões de unidades de produtos de glicação avançada,os quais podem ser parcialmente absorvidos e distribuídos pelo sistema circulatório nos diversos tecidos, contribuindo para o estado pró-inflamatório associado ao diabetes.


 A restrição dietética de AGEs deve ser inserida na terapia nutricional do paciente diabético, através do controle no processamento dos alimentos. As altas temperaturas (>170°C) potencializam a formação dos AGEs e alterações relativamente simples, como adotar o cozimento a temperaturas próximas de100ºC, em presença de água, por curto período de tempo, como forma de preparo, podem ter uma repercussão significativa na progressão desta doença e na melhoria da qualidade de vida desses indivíduos, devendo ser previstas em seu planejamento alimentar.



Recomendações nutricionais para pacientes diabéticos em relação a advanced glycation end-products - AGEs:


 Controle glicêmico;
Reduzir consumo de: cereais matinais, biscoitos e batatas do tipo chips ou fast food;
 Controle lipídico;
Reduzir consumo de gordura saturada e gordura submetida a altas temperaturas.
 Controle protéico;Evitar o consumo de proteínas submetidas a altas temperaturas.
 Controle de processamento de tempo e temperatura de cocção, usar temperaturas de 100 graus, cozimento de imersão em água por curto tempo;

 Uso de leite desnatado ;

 Uso de alimentos ricos em vitamina C;

 Uso de alho em lâminas.


BARBOSA,J.H.P et all.Produtos da glicação avançada dietéticos e as

complicações crônicas do diabetes. Rev. Nutr., Campinas, 22(1):113-124,

jan./fev., 2009

domingo, 15 de março de 2015

Donuts um sabor americano com gosto brasileiro

Adoroooo o cinema americano, as séries de TV americanas, principalmente as séries policiais tipo: Law and Order, Chicago P.D. , CSI , Criminal Minds, Medium, The Mentalist. . . a lista é grande... E na memória visual, o Donuts está sempre presente, entre uma investigação e outra; entre uma tocaia e outra; e também como uma gentileza entre colegas... daí quando vi no instagram a recomendação de uma Doceria de Donuts pertinho de onde moro, minha memória visual me enviou os comandos para transformá-la em memória gustativa. E lá vou prá minha caminhada diária pela calçadinha de Manaíra. . .  o mar sussura, a brisa sopra uma melodia, as pessoas circulam, as crianças correm, os idosos contemplam, sorrisos e olhares se cruzam num vai e vem de pessoas em busca da tão decantada qualidade de vida. No mar alguns banhistas aproveitam as ultimas luzes do fim de tarde , enquanto alguns barcos e kitesurfs cruzam as ondas...
Neste cenário de paraíso, mesmo num ritmo frenético de quem caminha para queimar calorias, a minha mente está voltada para os Donuts. . . faço o registro visual do endereço e penso na volta. . .
Excelente decisão.
E... perfeito! Donuts, Capuccino. . .irresistíveis. . .
Encontro perfeito eu e eles.
Uma boa conversa sobre eles com o proprietário da Doceria KissyDonuts, entre um cliente e outro que sempre saiam com vários Donuts. Eu é claro levei alguns para compartilhar com marido, filha e netos,  o prazer que a iguaria me proporcionou.
E você deve estar indagando e a nutrição saudável e as calorias? E quem disse que doce não é uma opção saudável? O excesso de calorias e a ausência de exercícios físicos ( gasto calórico )  é que são os vilões.  Portanto o equilíbrio, entre o que se come, como se come e  como se gasta as calorias é a resposta para a saúde.
Vou concluir as divagações gastronômicas com o Provérbio 25:16, achastes mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes e venhas a vomitá-lo.
Este é o equilíbrio. E vive la vie!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Comida é vício!

Professores da UFBA: Linda Susan e Antonio Andrade.


COMIDA TAMBÉM É VÍCIO

Não existe, porém, nenhuma pílula mágica para o emagrecimento. Perder peso apenas com fármacos é pretensão, no mínimo, ingênua. A mudança de hábitos alimentares, com o acompanhamento de um nutricionista, associada ao uso de fármacos é a combinação que tem demonstrado os melhores resultados” afirma Andrade. Atenta aos inúmeros problemas de saúde associados à obesidade e ao aumento crescente de obesos no mundo, e ainda com o agravante da obesidade em crianças e adolescentes, associada ao consumo inadequado de alimentos ultraprocessados, segue o alerta do neurologista e professor da UFBA Antonio Andrade nos faz.


COMIDA TAMBÉM É VÍCIO

Você aí devorando o terceiro prato – mesmo já estufado de gordura - enquanto cobra cadeia e até pena de morte para drogados – saiba que também é um dependente químico e figura em um dos piores grupos de risco do planeta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, morrem por ano na Europa 250 mil pessoas em decorrência de maus hábitos alimentares. No Brasil, 27 milhões de pessoas estão muito acima do peso, ou seja, obesas.
Os cientistas já vêm observando há muito tempo aspectos comuns entre o alimentar-se compulsivamente e a dependência química. Por exemplo: a psiquiatra Nora Volkow, do Instituto Nacional contra o Abuso de Drogas em Bethesda (Estados Unidos), percebeu, usando Tomografia por Emissão de Pósitron (que escaneia o cérebro), uma correlação negativa entre a massa corporal e a concentração de receptores de dopamina no nucleus accumbens.
Isso significa que quanto mais gorda a pessoa menor a disponibilidade de receptores dopaminérgicos, o que sugere que o comer compulsivo pode ser uma forma de compensar o pouco efeito desse neurotransmissor, ligado ao prazer, à motivação e ao movimento. Teoricamente, a ingestão de alimento deveria liberar mais dopamina, mas, diante da escassez dos receptores, a solução é comer mais ainda para experimentar prazer.
Ora, o nucleus accumbens forma com o septo, a área tegmentar ventral e o córtex órbito-frontal o circuito da busca de prazer e da recompensa, ativo em todo processo de drogadição. A tolerância naturalmente desenvolvida pelo organismo leva o viciado – incluindo aí o obeso – a precisar de doses cada vez mais altas. Um dos sintomas da abstinência é o denominado cravin (fissura), desejo de consumir algo muito específico, como chocolate, álcool ou cocaína.

                                                  Núcleo do Prazer

Conhecido como “núcleo do prazer”, o nucleus accumbens é composto por um grupo de neurônios sabidamente ligados ao mecanismo da dependência. Muito importante na regulagem da emoção e da motivação, esse módulo é um centro de convergência de fibras procedentes da amígdala, do hipocampo e dos lobos temporais. Por outro lado, projeta sinais para regiões com o córtex cingulado, os lobos frontais e o hipotálamo.
Todas as substâncias que levam à dependência promovem a liberação de grandes quantidades de dopamina nessa região, o que se traduz numa sensação de enorme prazer. A cocaína e a anfetamina, por exemplo, aumentam até cinco vezes a concentração de dopamina no nucleus accumbens, o mesmo acontecendo com a heroína, a nicotina etc.
Uma de suas projeções exerce comando direto sobre o hipotálamo, região que regula, entre muitas outras coisas, o comportamento alimentar. Animais de laboratório modificados geneticamente para não produzirem dopamina deixam clara a relação desse neurotransmissor com o prazer: eles perdem a motivação, param de comer e acabam morrendo de inanição.
A amígdala é outro módulo muito importante para a compulsão alimentar. Ela é uma estrutura bastante antiga e de grande importância para o sistema límbico (o das emoções). Sua atuação sobre o comportamento alimentar foi claramente demonstrado por Kevin LaBar, do Centro de Ciências Cognitivas da Universidade de Duke (Estados Unidos).
Num de seus estudos, ele apresentou produtos comestíveis ou não a nove participantes saudáveis e famintos, depois de um jejum de oito horas que precedeu o experimento, e cujos cérebros foram monitorados mediante o uso de tomografia dinâmica. Após alguns testes, foi-lhes permitido alimentar-se fartamente, antes de novamente serem submetidos ao tomógrafo.
Comparando a atividade cerebral dos voluntários antes e depois da refeição, LaBar descobriu que, durante o jejum, a amídala entrava em atividade frenética quando qualquer coisa comestível surgia em seu campo de visão. Alimentados, a coisa mudava, o que prova que essa peça funciona como um alarme para o organismo.
Na Universidade Emory, em Atlanta, o neurocientista Clinton Kilts desenvolveu estudo semelhante com dependentes de cocaína. Não deu outra: a amígdala reagia de forma exacerbada toda vez que aos viciados eram apresentadas fotos das típicas fieiras dessa droga estimulante do sistema nervoso. Esses e outros estudos revelaram que vários mecanismos cerebrais subjacentes ao comer compulsivo são os mesmos ligados ao consumo de álcool, de cocaína, ao jogo compulsivo etc.
Alguns medicamentos usados em terapias contra o uso de drogas têm ajudado os pacientes a controlar a fissura, também contribuindo para que os obesos se mantenham com a boca fechada cada vez, por mais tempo. Antagonistas da morfina, como o naloxone e o naltrexone, dão bons resultados. Drogas bloqueadoras dos receptores de canabinóides ajudam a controlar a compulsão alimentar. Não existe, porém, nenhuma pílula mágica para o emagrecimento. Perder peso apenas com fármacos é pretensão, no mínimo, ingênua. A mudança de hábitos alimentares, com o acompanhamento de um nutricionista, associada ao uso de fármacos é a combinação que tem demonstrado os melhores resultados. 


       Profº Antonio Andrade – Neurologista